Como armazenar o seu alimento – O Guia Completo!

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Você sabe organizar e armazenar seus alimentos adequadamente?

A falta de organização e o inadequado armazenamento de alimentos podem resultar em diversos problemas, como:

  • Contaminação cruzada;
  •  Dificuldade em encontrar produtos;
  •  Temperatura inadequada dos alimentos;
  •  Rápida deterioração;
  • Desperdício de produtos;
  • Gastos desnecessários.

Recomendações INICIAIS para disposição e controle no armazenamento:

a) Leia a embalagem, ela é o meio de comunicação entre o fabricante e o consumidor. Nela encontramos informações como: prazo de validade do produto, recomendação de prazo para consumo após aberto; orientações quanto ao armazenamento (manter refrigerado, congelado ou em temperatura ambiente); lista de ingredientes; presença de ingrediente alergênico; entre outros.

b) Organizar os alimentos de modo que os com o prazo de validade mais próximos, estejam na frente e assim sejam consumidos primeiramente;

c) Antes da utilização de FLV’s (frutas, legumes e verduras) higienizá-los corretamento.

– Faça uma pré- seleção dos alimentos, descartando os que já não estão próprios para o consumo (folhas estragadas/queimadas, frutas passadas…);

  – Lave primeiramente em água corrente, para retirar qualquer presença de terra no alimento (no caso de folhas, soltá-las e lavar uma à uma);

  – Colocar de molho em solução sanitizante por pelo menos 15 minutos (no mercado existem produtos específicos para a higienização com o modo de uso na embalagem, caso não tenha acesso à esse produto, uma solução caseira é 1 colher de sopa de água sanitária ou 2 colheres de sopa de vinagre para cada 1 litro de água filtrada);

  – Após os 15 minutos do alimento imerso em solução sanitizante, lavar em água corrente e armazenar em recipientes limpos e protegidos;

d) Armazenar os alimentos em recipientes limpos sempre protegidos com tampas;

e) Não armazenar alimentos próximos à produtos de limpeza, higiene pessoal e descartáveis;

f) Caso o alimento adquirido venha em embalagem de papelão ou madeira, retirar a mesma antes de armazenar o produto;

g) Em armários e estantes deixar um espaçamento entre os alimentos e com a parede, para circulação de ar;

h) Nunca utilizar produtos vencidos;

i) Quando houver necessidade de armazenar diferentes gêneros alimentícios em um mesmo equipamento refrigerador, respeitar: alimentos prontos para consumo (incluindo FLV’s higienizados) dispostos nas prateleiras superiores; os semiprontos e/ou pré-preparados nas prateleiras do meio e os produtos crus nas prateleiras inferiores, separados entre si e dos demais produtos;

j) Podem ser armazenados no mesmo equipamento para congelamento (freezer) tipos diferentes de alimentos, desde que devidamente embalados e separados.

Agora vamos às especificações!

1) Descongelamento

2) Armazenamento de marmitas
3) Armazenamento de frutas, verduras e vegetais
4)
Armazenamento de frutos do mar
5) Armazenamento de carnes bovinas
6) Armazenamento de frango

1) DESCONGELAMENTO

Programe-se para a preparação dos alimentos, caso seja necessário descongelar algum produto o mesmo deve ser feito de modo seguro. Retire do freezer o produto com pelo menos 24 horas de antecedência e deixe-o na geladeira, desse modo estará realizando o descongelamento de modo seguro sem risco de contaminação. Caso tenha esquecido de retirar com antecedência o alimento congelado, NUNCA deixe-o descongelando em temperatura ambiente ou em imersão na água, faça o processo de “Descongelamento Forçado” leve o alimento para o microondas, selecionando a opção de “descongelar” no painel do seu equipamento e siga as orientações.

 

2) ARMAZENAMENTO DE MARMITAS:


A) Escolha pensada:
Selecione ingredientes frescos, preferencialmente orgânicos e da estação, que são mais saborosos, saudáveis para o corpo e meio ambiente e duram mais tempo. Se for congelar a carne pronta com o resto da marmita, prefira preparações com molho, cozidas, assadas ou grelhadas. Evite congelar vegetais crus, ovos cozidos, batatas, macarrão sem molho, maionese, preparações com creme de leite e queijos cremosos.

B) Choque térmico:
Cozinhe os alimentos por menos tempo do que o habitual, porque eles amaciam durante o processo de congelamento. Use também menos sal e temperos, que são realçados após congelados. Depois de cozinhar, a preparação deve ser resfriada rapidamente. Mergulhe a panela sem tampa em água com gelo para interromper o cozimento e conservar bem os alimentos.

C) Guarda-volume:
A comida deve ficar em um recipiente lavável, rígido, transparente e com tampa fechada hermeticamente. Quando houver líquidos, que se expandem durante o congelamento, deixe dois centímetros de sobra até a borda para não vazar. Marque a data de preparação e de validade –até cinco dias na geladeira (temperatura inferior a 5ºC) e um mês no freezer (não acima de -18ºC).

D) Hora do gelo:
Coloque na frente do freezer os alimentos com validade menor. Embalagens pequenas permitem retirar a quantidade certa de cada refeição, reduzindo desperdício. Não deixe o espaço superlotado: o ar frio precisa circular entre os alimentos. As portas devem estar bem vedadas para manter a temperatura correta. Uma sugestão é fechá-las com um pedaço de papel, se conseguir puxá-lo, é importante trocar a vedação do eletro.

 

3) ARMAZENAMENTO DE FRUTAS, VERDURAS E VEGETAIS:

Frutas e vegetais emitem naturalmente um gás inodoro, inofensivo e insípido chamado etileno.

Algumas destas frutas e vegetais produzem o etileno em quantidades maiores do que outros alimentos. Quando os alimentos que produzem etileno são armazenados junto a frutas e vegetais sensíveis a este gás, o etileno irá acelerar o processo de amadurecimento deste item.

Então, a primeira dica é separar os produtos que emitem etileno dos produtos que são sensíveis a ele.

Alimentos que produzem o gás etileno: maçãs, damascos, abacates, bananas, melão, frutas cítricas, figos, uvas, kiwi, manga, nectarina, mamão, pêssegos, peras, pimentão, abacaxi, ameixas e tomates.

Alimentos afetados pelo gás etileno: aspargos, brócolis, couve, repolho, cenoura, couve-flor, pepino, berinjela, alface, salsa, ervilhas, batatas, espinafre, abóbora, batata doce, agrião e inhame.

Detalhando frutas e vegetais:
Maçã
– armazene em um local fresco e arejado por até duas semanas. Para períodos mais longos, coloque-a na geladeira.

Frutas cítricas – guarde em um lugar fresco, com bom fluxo de ar. Não é indicado guardar estes alimentos na geladeira, já que eles tendem a absorver os odores do refrigerador.

Melão – antes de serem cortados, os melões devem ser armazenados em ambientes frescos e secos, longe da luz solar. Após o corte, armazene-os na geladeira em um recipiente coberto com película aderente para alimentos.

Abacaxi – o açúcar do abacaxi está concentrado em sua base. Por isso, você pode armazená-lo de cabeça para baixo por um ou dois dias em temperatura ambiente para permitir que a doçura se espalhe por todo o fruto.

Pêssegos (e outras frutas com caroço) – somente coloque na geladeira quando estiverem totalmente maduros. Estes tipos de frutas devem ser guardados em locais com temperatura ambiente.

Peras – para apressar o amadurecimento das peras coloque-as junto com as maçãs.

Morangos – os morangos não gostam de água, por isso, tome cuidado com a umidade. Deixe-os guardados no mesmo recipiente (geralmente caixinhas) que você comprou no mercado.

Cenoura – corte o topo da cenoura e guarde na geladeira em um recipiente fechado com bastante umidade.

Abobrinha – deixe em cima do balcão. Para períodos mais longos embrulhe em um pano e deixe na geladeira. O mesmo vale para a berinjela e brócolis.

Cebola, alho, cebolinha – armazenar em local fresco e escuro.

Tomates – a geladeira não é o lugar ideal para armazenar este fruto. Claro, eles ainda estarão bons, mas não como se estivessem naturais. Em vez disso, armazene o tomate em um local fresco, fora da geladeira e sem luz solar.

Pimentas – armazene em temperatura ambiente e mantenha-a livre de umidade até a hora de usar.

Batatas – armazenar em local fresco, seco e escuro, como em um canto escuro da despensa.

Manjericão (e outras ervas) – tomate e manjericão possuem necessidades semelhantes quando o assunto é armazenamento. O manjericão ama o calor, igual ao tomate. Os períodos prolongados em um ambiente frio, como em uma geladeira, fazem com que ele murche prematuramente. Coloque o manjericão em um copo de água, como um pequeno ramo de flores. Você pode cobrir o topo com um saco plástico ou toalha de papel umedecido para bloquear a umidade.

4) ARMAZENAMENTO DE FRUTOS DO MAR

A) Não deve haver água dentro da embalagem, nem sinal de recongelamento; a consistência deve ser firme, não amolecida, nem pegajosa; com odor característico; a cor característica dos filés, geralmente, é branca ou ligeiramente rósea.

B) Se o peixe estiver inteiro, a carne deve estar presa à espinha, o ventre desinchado, as escamas bem aderidas e brilhantes, guelras úmidas e intactas, olhos brilhantes e salientes, superfície não pegajosa. Pescados salgados, curados ou defumados podem ser recebidos em temperatura ambiente, desde que especificado na embalagem.

C) Camarões devem ter o corpo curvo e a carapaça deve ser transparente, deixando visualizar coloração dos músculos, aderente ao corpo e libertando-se sem aderências musculares, quando forçada. Olhos na cor negra e bem destacados; com odor característico e cor rosada ou acinzentada, de acordo com a espécie, sem pigmentação estranha.

D) Ostras, mariscos, mexilhões, vieiras não devem ter formação de cristais de gelo ou água dentro da embalagem; a consistência característica é esponjosa, gelatinosa, elástica; fechadas e com grande retenção de água incolor e límpida nas conchas. A carne deve estar aderida à concha e úmida; o odor deve ser o característico e a cor é cinzenta clara nas ostras, amarelada nos mexilhões e mariscos.

E) Lulas e polvos devem ter a pele lisa e úmida, olhos transparentes, carne consistente e elástica; odor característico; cor branca rosada, acinzentada, sem coloração estranha à espécie, como o vermelho.

5) ARMAZENAMENTO DE CARNE BOVINA

É importante saber que a carne é um produto perecívil que possui muita água, portanto, é mais vulnerável à ação de microorganismos, como bactérias. Você pode congelar quase toda carne bovina, menos miúdos e vísceras que devem ser consumidos imediatamente ou fervidos e mantidos na geladeira por no máximo dois dias.

A) Resfriando a carne na geladeira
A carne resfriada na geladeira deve ser consumida em até 3 dias, isto é, 72 horas, após a compra.
Para resfriar a carne, ao chegar em casa, coloque-a imediatamente na geladeira ou refrigerador que deve estar bem limpo. Também recomendamos colocar a carne em um recipiente fundo ou em cima de um prato, pois elas costumam gotejar um pouco de sangue que pode acabar parando em cima de outros alimentos.
Também lembre-se de guardá-la em um pote fechado hermeticamente ou na embalagem original, não deixando-a exposta na geladeira.

B) Congelando a carne
A carne congelada tem uma validade muito maior do que a carne resfriada, mas algumas precauções devem ser tomadas para aproveitá-la melhor. Primeiro, não tempere a carne que você irá congelar, pois ocorrerá alteração no seu sabor já que os temperos como alho e cebola sofrem alterações nesse tempo, assim, tempere apenas quando for consumi-la.
Para congelar, você pode retirar a gordura em excesso e ossos se a carne estiver fresca e
em nenhuma hipótese lave a carne com água antes de levá-la ao freezer. Além disso, a embalagem deve ser à prova de água e conter o mínimo possível de ar, por isso, carnes já embaladas à vácuo são ideais para serem congeladas.

C) Pode congelar carne assada?
Sim, você pode congelar carne assada! Se puder, fatie a carne em porções menores e congele o molho à parte. Bifes à milanesa, almôndegas e bifes à parmegiana também podem ser congelados prontos.

D) Quanto tempo a carne pode ficar congelada?
Em relação ao prazo de validade, carnes congeladas em pedaços têm prazo de validade de 8 meses, carne assada ou bifes crus têm prazo de validade de até 6 meses se congeladas, e carne moída tem prazo de validade de até 3 meses.

E) Rápido congelamento, lento descongelamento
Quanto mais rápido a carne congelar, melhor, pois menos cristais de gelo se formarão no seu interior, então tenha um freezer ou congelador forte para isso. Já em relação ao descongelamento, o processo para pedaços maiores é justamente o contrário: para manter a maciez, sabor e suculência, o ideal é que o descongelamento seja lento e dentro da geladeira, de um dia para o outro.
Nunca coloque a carne para descongelar fora da geladeira, pois isso irá favorecer a proliferação de bactérias e a perda de nutrientes. Após descongelar, a carne deverá ser consumida em até 24h e somente ser congelada novamente após estar assada.

F) Bifes e carne moída: direto do freezer para a panela?
Você pode levar bifes e carne moída congelada direto para a panela.
Isso acontece porque os bifes congelados perdem menos água e a sua parte interior demoram muito mais tempo para passar do ponto, permitindo que a parte externa fique dourada e a carne abaixo da superfície mantenha a sua suculência.
Entretanto, há duas precauções. A primeira é óbvia: a carne não estará temperada, então lembre-se de fazê-lo enquanto cozinha ou após finalizá-la.
A segunda precaução é fundamental para garantir a sua segurança: caso a carne esteja com uma camada de gelo na superfície, evite levar diretamente ao óleo quente, pois esse gelo irá derreter rapidamente e ao entrar em contato com o óleo, irá produzir chamas altas e perigosas. Portanto, para levar os seus bifes congelados à panela com segurança, primeiro congele eles em uma superfície plana com papel manteiga sem cobri-los, o que irá selar a carne e evitará a formação das camadas de gelo quando você for embalar a carne.

6) ARMAZENAMENTO DE FRANGO:

A) Compra
Para garantir a qualidade da carne de frango que você consome, é importante estar informado e atento desde o momento de sua aquisição. Procure comprá-la em estabelecimentos de sua confiança, que tenham condições sanitárias adequadas. A carne de frango fresca tem características próprias, que a tornam fácil de ser reconhecida. A leitura deste texto levará você a identificar essas características para adquirir somente carnes de boa qualidade.

B) O produto
A carne fresca deve ter coloração brilhante, odor característico de carne fresca e uma certa elasticidade, capaz de fazê-la ceder à pressão dos dedos. A gordura deve ter coloração amarelo-clara, próxima à tonalidade da manteiga. A carne embalada a vácuo, entretanto, tem cor mais escura, o que é normal e não indica deterioração. Não deixe de verificar a data de validade do produto, que, por lei, deve estar impressa no rótulo da embalagem. Se você notar excesso de líquido dentro das embalagens, assim como manchas esverdeadas, ou se a embalagem não estiver bem aderida ao produto, não compre-o. Quando adquirir carnes congeladas, coloque-as no congelador de sua casa, no máximo, no prazo de uma hora após a compra.

C) Tipos de embalagem
Hoje encontra-se carne de frango à venda tanto no balcão do açougue como em pequenas bandejas de isopor ou em embalagens a vácuo. Prefira as carnes embaladas, tanto a vácuo como em pequenas bandejas.
Em pequenas bandejas, pode ser utilizada a “atmosfera modificada”, que nada mais é do que uma mistura de oxigênio com gás carbônico injetada na embalagem para manter a qualidade do produto e prolongar a sua vida útil. Nesse tipo de embalagem, a carne dura até dez dias em refrigerador doméstico.
Na carne embalada a vácuo, todo o oxigênio é retirado da embalagem. Essa é uma das formas mais seguras de garantir a qualidade e a durabilidade da carne, pois impede o crescimento de microrganismos que precisam de oxigênio para se manter. A carne acondicionada nesse tipo de embalagem apresenta uma coloração mais escura, mas isso é perfeitamente normal, pois se deve à falta de contato da carne com o oxigênio. Poucos minutos após a abertura da embalagem, ao entrar em contato novamente com o oxigênio, ela retornará à sua cor natural.

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2018-03-19T13:58:40-03:00 2 de fevereiro, 2018|Blog|0 Comentários

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